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21-04-2018 21:05

 

 

SITE DA AOBC

 

1ª ENTREVISTA MÊS DE ABRIL/2018

 

            Continuando o nosso quadro de ENTREVISTAS para o site da AOBC, nesta primeira quinzena de Abril de 2018, estaremos conversando com o grande criador Aderbal Nogueira da cidade de Pedro Leopoldo/MG, proprietário dos coleiros Zói e Veneno, modalidade Canto-Fibra.

 

1-Aderbal você é um dos pioneiros do nosso Estado na modalidade Canto-Fibra de coleiros, conte-nos um pouco do seu início nas rodas!

 

R: Primeiramente gostaria de agradecer a AOBC, nas pessoas do André Barros e Bruno Dias pelo grande carinho para comigo! Comecei a freqüentar torneios através do Serginho criador de trinca ferro aqui de Pedro Leopoldo, foi   aproximadamente 25 anos atrás. Já no primeiro torneio fiquei apaixonado, logo depois de alguns dias comecei na arte de mexer com pássaros de roda. Durante alguns anos e com muitas dificuldades, pois naquela época era bem difícil de arrumar uma pássaro que cantasse em torneios, as médias eram baixas, pássaros com 130, 140 cantos eram considerados os melhores que tínhamos. Meu primeiro pássaro que acertei foi um trinca ferro e ganhei meu primeiro troféu num torneiro FEOMG em Itabira, o trinca deu 106 cantos e fiquei em 6 lugar. Pra mim foi o troféu mais importante, pois fiquei muito emocionado, nascia ali um amor incondicional elos torneios!!

 

2-Como eram os Torneios de Fibra em Minas Gerais quando você iniciou neste hobby?

 

R: Naquela época os torneios eram muito melhores, íamos para nos divertir, para rever os amigos, sem preocupar em ganhar ou perder. Lembro-me bem dos torneios aqui em Pedro Leopoldo, era uma grande festa com cantores, pessoas de todos os lugares de Minas, uma disputa sadia, sem querer ganhar na caneta, foi uma época de ouro dos torneios!! 

 

3-Você foi proprietário de várias aves de ponta, mas em especial, citamos os baianos CAREQUINHA e FRED. Conte-nos um pouco sobre estes 02 pássaros!

 

R: Falar dos dois melhores pássaros que tive é uma grande alegria e ao mesmo tempo uma grande saudade. Carequinha foi adquirido em congonhas na mão de um Sr, dono de um bar através do Serginho e do Pastor que me indicaram esse coleiro. Quando chegamos em Pedro Leopoldo já se via que tinha um potencial imenso, na rua não tinha adversários para ele. No primeiro torneio coloquei no canto livre torneio FEOMG aqui em Pedro Leopoldo e nos 5 minutos deu 79 cantos ficando em primeiro lugar. No próximo Torneio em Paraopeba, coloquei na fibra e ai mostrou que era um fenômeno deu 177 cantos deixando todos apaixonados com ele, mais de 50 pessoas em cima da marcação. Foi uma emoção muito grande, depois disso foi Campeão Mineiro em 2006  com uma grande vantagem para o segundo colocado. Depois de ser Campeão Mineiro fizemos minha primeira viagem para um Torneiro Nacional. Fui para Ribeirão Preto no Torneio dos Campeões e Carequinha deu 145 cantos na Final ficando em 3º lugar, num torneio com mais de 280 gaiolas e terminando a marcação mais 13:30 horas da tarde, foi ai que comecei minha trajetória nos Torneios Nacionais!

 

Coleiro FRED minha maior paixão!! A história dele comigo foi sem sombra de duvida amor a primeira vista, apareceu em um Torneio de verão aqui em Pedro Leopoldo, cantando baixo mais muito firme, com medias de 70/ 80 cantos. Meu amigo e afilhado Gilson, mais conhecido como Tu, me cedeu ele na troca de um colchão de casal, pois, ele iria se casar e precisava de um colchão. FRED e eu vivemos grandes parcerias de viagens e amizades, através desse coleiro maravilhoso conheci o Brasil, sempre ao lado dos irmãos Gilmar, Geraldinho e Gladistone (Gagau). Foram anos de ouro com muitas alegrias e conquistas, Fred foi Bi Campeão Mineiro 2007 e 2008, mesmo disputando todas as etapas do Nacional. Para vocês verem o quanto ele estava a frente dos coleiro em Minas na sua época de ouro, mas o tempo passa e hoje ele esta com meu grande amigo Lelei de São Paulo, onde deverá ficar até o final.

 

FRED E CAREQUINHA OBRIGADO POR TUDO!!

 

4-Quais características você observa quando da aquisição de alguma nova ave para compor seu plantel?

 

R: Primeira coisa que verifico é o canto, se canta fácil ou canta forçado, etc. Na minha opinião esse procedimento influência muito no desempenho do pássaro, vejo também a fibra do pássaro para segurar roda, são duas coisas que acho importante para que possa entrar no meu plantel.

 

5-Fale um pouco dos seus atuais pássaros Veneno e Zói. Qual o estilo deles e como são as “puxadas” de cada um para ir aos Torneios? Como está o desempenho deles nos Torneios?

 

R: Veneno foi um presente que ganhei, um coleiro com estilo, velocidade e fibra, ainda muito novo de roda mas com grande potencial para crescer, canta fácil e é um cortador de canto nato, esta temporada esta liderando o campeonato de verão na Asossete em Sete Lagoas! 

 

Zoi está comigo a pouco tempo, também muito novo mas com um potencial muito grande, nessa temporada já finalizou com 248 cantos, mesmo não tendo um estilo que enche os olhos, mas acredito no seu potencial para crescimento por ser muito novo, através de manejo e tarimba em roda vai crescer muito pois tem velocidade e gosta de roda, o resto é comigo!!

 

6-Qual a maior alegria que você já sentiu em um Torneio de Fibra?

 

R: Minha maior alegria com certeza foi num Torneio Nacional em Vitória/ES, tinha passado o Fred para o Flavio e ele arrebentou com ele lá e muitos caras que diziam ser meus amigos falaram muitas asneiras, busquei ele de volta e no ano seguinte fiquei em segundo lugar com 169 cantos, 7 cantos a menos do Fogo Selvagem, subi na arquibancada com ele na mão e gritei chorando que esse era o FRED, que todos falaram que não cantava, foi uma grande emoção, todos aplaudirão ele e outra grande alegria que me  emocionou muito foi quando recebi o titulo de Sócio Benemérito da AOBC, foi motivo de muita alegria pra mim!!

 

7-Você foi Chefe de Roda assíduo durante vários anos, então, quais conselhos daria aos novatos Chefes de Roda que estão iniciando nesta árdua e difícil missão?

 

R: André meu amigo, com muito orgulho fui chefe de roda de coleiro na FEOMG por mais de 10 anos, nesses 10 anos procurei sempre tratar e respeitar a todos os participantes, mas sempre muito firme nas decisões tomadas, procurei sempre seguir o regulamento com lisura e honestidade, durante o tempo que fui chefe de roda procurei sempre buscar meios para o crescimento dos coleiros em Minas, sempre contando com apoio de todos que participava dos Torneios FEOMG, acredito que consegui, pois hoje as rodas de coleiros são do tamanho que todos vocês já sabem em toda nossa Minas Gerais!

 

 8-Sabemos que você já viajou este país disputando o Torneio Nacional, conte-nos algum fato engraçado/inusitado que tenha ocorrido durante estas viagens!

 

R: Viagens inesquecíveis de muitas alegrias, amizades e festas por todo este Brasil. Durante oito anos, eu juntamente com meus fieis  companheiros Gilmar de Tiros, Geraldinho, e Gladistone  fizemos de tudo que você possa imaginar para divertimos, foram grande momentos nas nossas vidas que não esqueço jamais. Vamos lá, momento inusitado? Tenho alguns para contar no Torneio nacional Vitoria - ES, fomos para ficar na casa do Rafael Basílio na Praia do Canto, chegando na casa coloquei o Fred na fêmea e fiquei observando só que ele não tava pegando fêmea, ai falei com Rafael para deixa eu colocar ele em cima da cristaleiro na sala, pois tinha uma sanca de gesso igual aqui em casa, foi só mudar que o coleiro ficou do jeito que ficava aqui em casa.

 

9-Em sua opinião qual seria o tipo de marcação ideal em relação a marcação dos coleiros: cartela com caneta, catraca ou marcador digital? E por quê?

 

R: Marcação digital seria a melhor em minha opinião. Hoje os coleiros estão muito mais rápidos de que uns tempos atrás e acho que temos que evoluir!!

 

10-Hoje vivemos uma realidade nos Torneios de Fibra, em especial aos Coleiros/baiano. Os pássaros que cantam tipo: carretilha, moita, chuva, etc, estão aumentando nas rodas, causando com isso grandes controvérsias quanto ao quesito “marcação/interpretação correta do canto destas aves, quando em competição”. Qual sua opinião sobre esta realidade?

 

R: Penso que com o regulamento atual vamos ter esse problema sempre, os coleiros de chuva são uma realidade que vocês Chefes de Roda vão ter que enfrentar, acho que os coleiros não tem nenhuma culpa, devemos é preparar os marcadores para que possa saber interpretar o que é corte e o que é complemento, mas com certeza vão agradar uns e desagradar outros, pois coleiros chuvas não são fáceis de marcar.

 

11-Você é favor da “Premiação” nos Torneios ou acredita que a “Premiação”  poderia ser revertida para outros fins:  melhores troféus, sorteio de brindes, etc?

 

R: Sou contra as premiações, sou a favor de se dar todos os domingos troféus de qualidade, dar uma troféu personalizado no final do campeonato e fazer uma grande festa de confraternização no final dos campeonatos, acho que criar pássaros de roda é um hobby estamos mudando este conceito, premiação estimula muitas coisas negativas, é o meu posicionamento!!

 

12-Atualmente existem os Torneios Oficiais e os considerados “Mini-Torneios, devido ao horário de duração destes Torneios. O que acha sobre estes “Mini-Torneios”?

 

R: Na realidade todos os torneios que não se cumpre os horários de marcação Cobrap, pode se  dizer que são Mini Torneios, tenho convicção que devemos rever esses horários para que possamos dar mais credibilidades aos nossos torneios!!

 

13-Você é favor dos Campeonatos Municipais ou prefere os Regionais?

 

R: Prefiro os Torneios Municipais sempre!!

 

14-Vários clubes optam em realizar Torneios todo domingo. Você acredita que freqüentar todo domingo o mesmo local, possa ser prejudicial em algum fator para a ave que pretende ser competitiva?

 

R: Sim, sou totalmente contra ter torneios no mesmo lugar todos os domingos, prejudica a ave e também o passarinheiro, por isso incentivo  para que possam  fazer torneios juntos cada domingo em um local diferente, seria muito melhor para todos!!

 

15-Hoje um tipo de Torneio vem ocorrendo em vários estados e ganhando cada vez mais participantes, que são os chamados Torneios Festivos. Por que estes Torneios caíram no gosto dos participantes?

 

R: Os Festivos vieram justamente para aqueles que estão cansados de disputas de competições, muitas das vezes desgastantes para o pássaro e para o passarinheiro. Acho que os Festivos foi a melhor coisa que aconteceu nos últimos anos, confraternização, companheirismo, alegria, é isso que os Festivos no trás. Parabéns a todos que nos recebe sempre de braços abertos com muito carinho nos Festivos!!

 

16-A fiscalização nos Torneios de Canto Fibra está cada vez mais freqüente e infelizmente ainda é detectado irregularidades nas aves em competição. O que os Clubes poderiam ou deveriam fazer para estar evitando estes dissabores, quando alvo de alguma fiscalização por parte dos órgãos ambientais?      

 

R:As fiscalização faz parte do Torneios, as associações tem que se preparar da melhor forma possível para receber seus frequentadores, penso que sempre foram muito brandas as cobranças do clubes aos frequentadores de Torneios e se isso não mudar radicalmente as associações vão ter sérios problemas. O que as associações devem fazer? Fazer conferências em tudo, tipo documentos, placas, gaiolas e também verificar na medida do possível aqueles pássaros que estão com anéis que visivelmente estejam com sinais de irregularidades, etc. Acho que com essas medidas as próprias pessoas terão bem mais cuidado e não irão levar pássaros irregulares nos Torneios!! 

 

17-O que os Clubes poderiam fazer para conseguir atrair mais competidores, principalmente, aqueles iniciantes de menor poder aquisitivo?

 

R: Primeiramente ter credibilidade, depois acho que os clubes deveriam fazer investimentos em publicidades, trazer incentivos, como troféus de qualidade, anéis de ouro pelo menos uma vez por mês, fazer sorteios de brindes, como camisetas, gaiola, sementes e etc!! 

 

18-Hoje os Torneios de Fibra para coleiros estão conseguindo superar a Roda de Trinca. Por que acha que isto está ocorrendo?

 

R: Isso é fruto de um trabalho que começou lá atrás, através de mim, do Carone, do Flavinho e mais recente com Evandro e agora com Marcelinho, Jonhatan e Luiz, são pessoas que estão dando muita contribuição para o crescimento das rodas de coleiros em Minas!!

 

19-Você com toda esta bagagem nos Torneios de Fibra, quais conselhos daria aos novatos que estão iniciando neste hobby difícil, mas tão prazeroso?

 

R: Meu conselho para quem está começando é dizer que criar pássaros é um hobby, torneios é um hobby, não podemos querer ganhar de qualquer jeito, hoje estou vendo muitos erros nos torneios, principalmente as pessoas querendo ganhar passando por cima de tudo e de todos, vocês que estão chegando agora pense, pense e pense! Passarinho e só um hobby que amamos, não vamos acabar com isso que é tão prazeroso, vamos parar com as canetadas, vamos respeitar mais o próximo. Ganhar é muito bom, mas ganhar sabendo que seu pássaro não cantou o que está na cartela é muito triste, são essas as mensagens que deixo para todos!!

 

20-Se pudesse definir em uma ÚNICA palavra este nosso hobby, seria...........

 

R: Vou responder com uma frase: Amor muito grande por esses seres tão pequenos, mas ao mesmo tempo tão grandes!! VIVA OS COLEIROSSS !!!! 

 

Um forte abraço a todos!

 

Aderbal foi um prazer para todos nós conversar com você e poder saber um pouco mais da sua brilhante trajetória nos Torneios de Fibra.

 

Agradecemos pela entrevista e com certeza estaremos juntos nesta Temporada de 2018!!!!

 

André Barros

 

Diretor Geral dos Torneios de Canto da AOBC.

 

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